sábado, 29 de maio de 2010

Holme’s Pub – Curitiba




Rumos esteve em Curitiba. Em sua passagem rápida pela “cidade modelo” foi tentar conferir a sua boemia. A “Lapa” dos curitibanos fica no setor histórico da capital paranaense. Como só tinha duas horas para ficar, acabei parando num pub perto de uma Igreja, que parecia um bar normal. O nome do local é uma homenagem ao maior detetive de todos os tempos, Sherlock Holmes. Holme’ s Pub, como é chamado, não apresentou nada diferente. O interessante é o ambiente, uma mistura de um bar de calçada com de um pub.. Pelo que percebi estávamos rodeados de roqueiros e pessoas meio góticas. Suspeito que a freqüência desse tipo de gente é constante. Podemos dizer que senti numa “lapa” londrina. Essas misturas que só o nosso Brasil consegue ter. Todo mundo bem vestido, num boteco de rua, com uma temperatura amena. Na parte etílica, vi uma bebida que parece ser comum na região. É uma caneca de chopp, com um copo pequeno dentro de Strinberg. Na comida, como não podia ficar muito tempo, pedi uma batata frita mesmo. Bom, pena que não deu para ficar mais tempo, pois estava indo para um casamento de um amigo no interior. Fica a dica. Passando em Curitiba de um pulo no ”detetive” mais famoso do mundo. O Holme’s Pub.

Até a próxima.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tarde no Oi futuro











Numa tarde no Oi futuro. Bebendo Skol, pois não tem outra marca. Fumando um Malboro no seu terraço por causa da nova lei, um anexo do café. Num dia de calor que todo mundo ta na praia de uma sexta feira de feriado. Só ouvindo o canto dos pássaros e vendo esta mescla de paisagem urbana e natureza que só essa cidade tem. Um silêncio urbano absurdo. Um pouco do ar, dos prédio, as crianças brincando e um helicóptero passando e o cigarro queimando. Ohh, meu Rio, que paz!
No dia, uma exposição altamente tecnológica, mostrando a evolução das maquinas de comunicação. E no final da tarde um show de uns grandes boêmios da cidade Mielle, o “Bossa Nova man”. Contando piadas junto com histórias da MPB. E de graça.
Bom, essa foi mais uma tarde de feriado. O Rumos continua sem rumo, andando pela “city”. Até a próxima.
OI – Futuro - FLAMENGO
Horário de Funcionamento:
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo
Informações: 031 (21) 3131.3060
www.oifuturo.org.br

domingo, 25 de abril de 2010

Restaurante Victor. Uma esquina bem movimentada.



Parece um dos bares mais tradicionais da Lapa. O interessante desse lugar é a sua localização. Aqui todo mundo passa. Um bom local para ver gente e esbarrar com algum conhecido. O seu cardápio é tradicional, e seu preço é mais em conta do que outros estabelecimentos da região. Apresenta o de sempre: como cachaças artesanais (não muitas), cervejas e comida razoável. Mas junto com o Boteco do Gerson, que um dia vou falar dele também, entra para os pontos de parada antes e depois de um evento maior na região.
Então se você vai pra Lapa, e quer ver gente, não pode deixar de passar no Restaurante Victor. Um grande abraço até a próxima.
Restaurante Victor
Rua do Riachuelo com a Lavradio, do lado do Bar do Gerson.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Gato Preto. Um “felino” secular. ( reloaded)




Um bar no subúrbio carioca que existe desde 1888. Muito tempo né? Situado na esquina com a Rua Ns. de Lurdes e José Vicente, o estabelecimento pega carona na ascensão culinária que aos poucos vão tomando o charmoso bairro do Grajaú.


O Bar tem uma nova direção há 2 anos, comandado pelo gerente Paulo. Segundo nosso amigo, não existe uma especialidade da casa, mas o que sai mais são os churrasquinhos e a batata frita com calabresa e alho, que é diferente de outros bares, pois a calabresa vem em picadinhos não em pedaços grandes. Há algumas semanas lançaram um mix "Gato Preto", que é um apanhado que inclui filet migno, filet de frango, lingüiça calabresa, batata ovo de codorna, molho e farofa. Há também um croquete alemão delicioso e temperadinho na medida certa.






Um ponto interessante desse boteco são as cervejas uruguaias, bebi a Nortenha e a Patrícia. A diferença é que as garrafas são 960 ml (vide foto acima). Isso é legal porque a rodada dura mais, rssrsrsr. Essa onda de Skol litrão parece que já existe nos portenhos há muito tempo. Outra cerveja que provei foi a Lowenbrau, muito boa e super leve.







O público é geralmente de Grajaú e adjacências. Devido sua extensão, o bar, que fica numa esquina é comprido. Esse espaço maior proporcionam que muitos clientes fazerem aniversários na casa. Proporcionando espaços para mesas maiores.
Bom, essa é mais uma dica para quem pretende provar da baixa gastronomia no bairro do Grajaú que esse ano comemorou 198 anos.

Até a próxima pessoal.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pequenas curiosidades Boêmias - Heineken Vermelha?


Estava este blogueiro "preguiçoso" passeando no badaladíssimo Rio Scenárium e vi este cartaz acima na foto. Esta cerveja que eu aprecio e tenho até comunidade no orkut com 2 ou 3 membros, rssrrssrrsr. Bom fica registrado a curiosidade. O rumos vendo outras vai publicar. abraço e até a próxima. Eu nunca tinha visto uma Heineken vermelha.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bar Urca, bebendo cerveja na mureta

Numa noite dessas andando com o escritor Ronaldo fomos para Urca. E pelo que se viu não é a toa que o bairro é considerado uns dos mais charmosos da cidade maravilhosa. Seguindo a tradição de quem freqüenta o bairro, bebemos uma Original na mureta com os serviços do estabelecimento do Sr. Gomes, o Bar e Restaurante Urca.

O botequim é famoso por seus pasteis, dignos de comparação com os do Adão. Meu amigo provou também a empada que não deixa nada a desejar a de outros estabelecimentos do gênero. Em seu restaurante, que fica no segundo andar, famílias da Urca e de outros bairros, além de turistas, desfrutam da melhor culinária brasileira com ênfase em alimentos marinhos. Destaque para a lasanha de Frutos do mar.

Não é uma casa grande, mas isso é compensado com a parte de cima do local recém reformado. Um salão pequeno mais interessante. Como se trata de um lugar a beira de esquina, tem uma parte que as mesas ficam coladas as janelas na qual os clientes se contemplam com uma das melhores fotografias ao natural da baia de Guanabara. E também, observam as famílias, gatinhas e marmanjos na mureta convivendo com pescadores que estão lá dia e noite. Isso é um belo resumo dessa mistura descontraída que o carioca fascina o mundo inteiro.

Então, fica combinado. Quem tiver na Urca não pode de deixar de passar no tradicional Bar do mesmo nome do bairro e curtir um final de tarde e inicio da noite deslumbrando o cartão postal mais famoso da nossa cidade maravilhosa. Como os gringos dizem o “Sugar Loft”.

Até a próxima pessoal.

Bar e restaurante Urca – Rua Cândido Gaffrée, 205, Urca
2ª a 6ª, das 6h à meia-noite; sáb., das 6h às 23h; dom., das 6h às 21h.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A QUESTÃO É: O QUE É UM MANAH-MANAH?

Acordar é se levar muito a sério. Então, há sempre alguns cinco segundos nesse salto, no topo da gravidade zero, entre dormir e acordar, ainda como nos sonhos, quando tudo ainda se contrai e tudo cabe em nossa lógica, a despeito de que lógica seja, onde já não há diferença entre sonho e vigília e salto, pois percebemos estar sempre usando, em qualquer desses momentos, o mesmo artifício de acreditar sermos aquilo que parecemos ser. E tudo que conhecemos e que não conhecemos nos cabe. E mesmo quando esses cinco segundos possuem um tema, na verdade possuem vários temas.

Pois o que vou contar são esses cinco segundos com temas, acontecidos comigo, nos quais eu lembrei ter brigado seriamente com meu grande amigo escritor argentino Castelo. Na noite anterior, eu havia estado no mesmo bar que ele, na mesma roda de amigos e ouvido suas narrações de algumas de suas histórias. O motivo da briga: eu lhe disse o que realmente acho de sua obra.

No primeiro dos cinco segundos, Castelo já me irritava. Não suportava me ouvir dizer que sua prosa não pertence a sua poesia, o que é o problema. Sua poesia é poesia, um desvelar consciente de não solucionar. Mas sua prosa não é engajada nas coisas, como se não pudesse tratar delas, alinhar as coisas nos contos, sem feri-las. Castelo não vê as coisas, Castelo ouve coisas. Então, inventa apenas absurdos, soluções para a realidade, com a pretensão intelectualóide instituída a partir de Cortazar, Borges e outros meros deformadores, de, por puro desprezo pelo real, tentarem outros reais, irritantemente ilógicos. Isso me irritava (pois o uísque me irritava), Castelo me irritava, mandei-o à merda e ele me convidou a ir com ele. Isso tudo no primeiro dos cinco segundos.

No segundo seguinte, eu me descobriria um total boçal por pensar dessa forma, mas o ambiente se transformou em tão outro, que eu já me vi rindo com Castelo de uma de suas idéias ainda não-conto. Pois era tão absurda e ao mesmo tempo tão real (dissemos: "como a morte!"), que ríamos (espantoso não rirmos da morte). Havia pensado em uma personagem, uma senhora de idade, que ouvira falar das maravilhas e promessas da reciclagem e começara a levar para casa todo o lixo que encontrava nas ruas. Em alguns anos, havia entulhado o apartamento até o teto e, não suportando mais o pouco ar restante, foi morar na casa da filha. Todos ríamos e alguns gritavam para Castelo, em uma brincadeira bem particular do grupo: "trobacodelúrio!". Lembramos depois de um de seus contos, em que uma rua havia sido tomada de baratas a ponto de não se poder ver alguns carros e muros. As baratas vinham do apartamento de um doido de capa preta que as criava no quarto, alimentando-as com leite condensado embebido em absorventes íntimos. Envenenadas por um vizinho revoltado, elas brotaram pelas janelas. No dia seguinte, os moradores varriam e carregavam em centenas de baldes toneladas de baratas. "Trobacodelúrio!". Entre outras histórias. Castelo para mim ali era um gênio.
No terceiro dos cinco segundos, Castelo pouco se dirigia a mim. Eu estava no bar e na roda, mas não era exatamente seu amigo.. Era amigo de um amigo, e aí já apenas leitor. Não me deslumbravam nada esses grupos em que cada um sabe ser o melhor dentre os outros e com mais futuro artístico. Dali, apenas eu podia pensar isso com propriedade. E Castelo não era meu escritor preferido.
No quarto segundo, eu estava no bar e na roda, mas porque havia me levantado de minha mesa para tentar descobrir quem era o causador daquele burburinho e me intrometido naquelas pessoas que gritavam de vez em quando uma palavra que eu não conhecia. Tive repulsa ao seu conceito de arte. Não conhecia nem de rosto o escritor consagrado que estava ali.
No último segundo, eu jamais havia saído de casa para bar nenhum. Havia passado a noite anterior em casa, bebendo sozinho, lendo Cortazar e organizando minha coleção de recortes de jornal.
Acordei e durante algum tempo antes de estar mesmo acordado, pensei naqueles cinco segundos. Não preciso dizer que para contá-los agora aqui, tive de inventar alguns. Ninguém em sã consciência consegue se lembrar de tantas coisas passadas em apenas cinco segundos.
Ainda sentado na cama, descobri ter dormido em cima de meus recortes, e que um deles estava colado em meu rosto. Peguei-o e li o título da matéria: "Lixo até o teto". Pensei sobre textos e sobre conteúdos de textos. Pensei por mais alguns minutos. Depois disso, a questão era: todo texto precisa necessariamente ter um título?


Victor Paes

Victor Paes é escritor, ator, mestre em Poética pela UFRJ e editor da revista e da editora Confraria do Vento. Publicou em 2007 o livro de poesia O óbvio dos sábios e hoje prepara seu primeiro livro de contos. Tem publicados seus textos em revistas e sites como Cronópios, Germina, entre outros. Escreve também para teatro e já teve montadas algumas de suas peças, dentre elas Mara em um quarto, As três Marias, que participou do projeto Nova Dramaturgia, sob direção de Roberto Alvim, e Os cálices do deus, premiado no Concurso Rio Jovem Artista, da RioArte. Como ator, trabalhou em diversas montagens e projetos, como o grupo de poesia Arranjos para Assobio. Publica o blog victorpaes.blogspot.com.
www.confrariadovento.com