Rumos da Boemia
domingo, 6 de maio de 2012
Bar e Restaurante Guaiamum Gigante - nota rápida
Outro restaurante badaladíssimo de Boa Viagem, que fica ao lado do Boteco é a filial do Bar e Restaurante Guaiamum Gigante. Este estiloso estabelecimento, já tem uma matriz, no bairro Parnamirim. E, devido ao nome, sua especialidade não poderia ser outra: frutos do mar. Mas aparecemos ali para bebericar e pesticar, não jantar. Nos alimentos, destaque para a empada do queijo do reino (di novo) e uma curiosa porção de quibes que veêm num palito, provavelmente, para você passar no molho. Vai entender, né?
Rumos, na sua ânsia de provar novas cachaças, conheceu a orgânica Sanhaçu, cujo rótulo nos diz ser um produto de agricultura familiar de Chã Grande Zona da Mata. E sempre acompanhada da Heineken 600ml que vem crescendo muito pelo país. Na decoração, quadros com fotos de Recife e Boa viagem nos anos 30 e 50.
Pronto, mais uma dica do Rumos: cansou do Boteco? Vai para Guaiamum.
Até o próximo post.
Colaboração: Lydianna Lima
Bar e Restaurante Guaiamum Gigante
Rua Artur Muniz, 82, Boa Viagem - Recife / PE
Tel. 81 3327.1413
domingo, 29 de abril de 2012
Boteco de Recife – Dica Rápida (Atualizado)
Rumos conheceu um dos maiores points de Recife. O local lembra muito a rede Informal do Rio, pelo seu estilo “Pé-limpo” e choperia mas que também possui suas particularidades. Primeiro, vai de encontro com o personagem do local. O impagável, ou pagável (risos), garçom Jairo Arcoverde. Sua irreverência e humor contagiam a maioria dos clientes.
Na culinária, os destaques são : a coxinha ao leite, o filet mignon ao alho, servido no espeto, e a linguiça de bode. Uma iguaria muito comum de lá é a empada de queijo do reino, que aqui a gente chama de queijo bola. Aliás, lá, os queijos que dominam são o coalho e o do reino. Na bebidis, como fala nosso mestre Mussum, aquele chope cremoso típico dos pés-limpos . O bizu é ficar numa mesa ao lado de uma árvore sentindo aquela brisa pernambucana da praia.
Enfim, fica mais uma dica para quem estiver em Boa Viagem Recife.
E aproveitando o trocadilho: Boa Viagem a todos (riso).(Desiste, Claudio! Você não consegue!)
Rumos e você, a gente se ver por aí. (Já falei para desistir!)
Informações:
Atualização: Galera, por um aviso de uma amiga que mora em Recife, e confirmado por um outro blog, infelizmente a brisa da praia de Boa Viagem não bate mais na mesa do Boteco de Recife. Ele acabou se transferindo para o Shopping de Recife. Mas dizem que não é mais o mesmo. Mas pelo menos fica o depoimento de como foi esse gostoso estabelecimento.
Blog que anunciou o fechamento do Boteco:
http://oestagiariosocial1.blogspot.com.br/2011/10/boteco-de-boa-viagem-fecha-as-portas-em.html
Colaboração: Lydianna Lima
BOTECO
Av. Boa Viagem, 1660 - Boa Viagem - Recife - PE
Tel: (81) 3325-1428
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Poesia , tequila e Adega do Timão
Poesia está sempre ligada a boemia. E numa dessas andanças pela cidade, Rumos foi parar numa sala de leitura (improvisada) na Livraria da Travessa 1, no centro do Rio. Uma reunião improvisada e informal marcada por poetas brasileiros e mexicanos. E não poderia ser de outra forma: uma mesa, declamações magníficas acompanhada da tequila genuinamente mexicana e algumas cervejas Bohemia da cafeteria da livraria. O poeta paulista Paulo Ferraz, o nosso cangaceiro Aderaldo e o poeta mexicano Luis Aguilar dando uma aula do ofício, proporcionando um bate papo contagiante de como a poesia anda no México e aqui no Brasil. Um evento super simples: a pessoa chegava à mesa, pegava uma dose de Cazadores, e entrava na roda.



Palavras pra lá, palavras pra cá, e resolvemos esticar no novo bar Adega do Timão. Depois de um tempo fechado o estabelecimento voltou com nova direção. O ambiente continua intimista, mas com algumas diferenças. Com uma decoração de referências náuticas (vide o cardápio e a fachada), os garçons agora ficam trajados de marinheiros, e o seu cardápio aumentou em opções . Suas iguarias encareceram um pouco, principalmente pelo fato de o estabelecimento ter se especializado em frutos do mar. Seus pastéis, que eram baratos, mudaram de sabores, como o exótico de chouriço, nada que impeça de frequentar o local. Na parte etílica, uma Original acompanhada de uma cachaça que ainda não tinha provado, chamada Caetano’s. E depois bebi o aguardente Gil, (risos, essa é péssima). Não repara não, é uma daquelas minhas piadinhas básicas. Enfim, uma noite de muita poesia, tequila e cachaça. A volta, pra variar, foi daquelas! Teve nego que nem se lembra como voltou para casa. Eu lembro, porque consegui escrever este post.




Como fala o Pernalonga:”Por hoje só pessoal”.
Livraria da Travessa 1
Travessa do ouvidor,
Adega do timão
Rua Visconde de Itaborai, 10
Colaboração: Lydianna Lima



Palavras pra lá, palavras pra cá, e resolvemos esticar no novo bar Adega do Timão. Depois de um tempo fechado o estabelecimento voltou com nova direção. O ambiente continua intimista, mas com algumas diferenças. Com uma decoração de referências náuticas (vide o cardápio e a fachada), os garçons agora ficam trajados de marinheiros, e o seu cardápio aumentou em opções . Suas iguarias encareceram um pouco, principalmente pelo fato de o estabelecimento ter se especializado em frutos do mar. Seus pastéis, que eram baratos, mudaram de sabores, como o exótico de chouriço, nada que impeça de frequentar o local. Na parte etílica, uma Original acompanhada de uma cachaça que ainda não tinha provado, chamada Caetano’s. E depois bebi o aguardente Gil, (risos, essa é péssima). Não repara não, é uma daquelas minhas piadinhas básicas. Enfim, uma noite de muita poesia, tequila e cachaça. A volta, pra variar, foi daquelas! Teve nego que nem se lembra como voltou para casa. Eu lembro, porque consegui escrever este post.




Como fala o Pernalonga:”Por hoje só pessoal”.
Livraria da Travessa 1
Travessa do ouvidor,
Adega do timão
Rua Visconde de Itaborai, 10
Colaboração: Lydianna Lima
domingo, 11 de março de 2012
1º Seminário de Bares Tradicionais - Parte 2
Continuando...
O costume, quando há um seminário assim, é ter um coffee break; nesse caso, foi um ‘chopp break’. Mas a galera não se conteve e começou a pedir a cerva antes mesmo de terminar uma determinada mesa: Clima / bares e donos. Nesta, falou-se de como é esse “tombamento especial”. Esteve presente também na mesa a dona do bar Luiz, explicando casos de mudança da marca de chope e o porquê. Dentre os mestres especializados, como Paulo Thiago de Mello e Alexei Bueno, foram contadas diversas histórias. Destaque também para o ator Antônio Pedro com as críticas sobre o politicamente correto, como a restrição ao fumo e palitinho embrulhado no papelzinho, o que proporcionou risadas para todos os lados. Outros assuntos foram abordados, como a presença da mulher no boteco nos últimos tempos e a questão do aumento de preço, devido ao crescimento do turismo.


Rodada do dia 6 de dezembro
Nesse dia, devido ao trabalho, já cheguei no final da mesa de Caso e Sucessões. O que pode-se dizer é que realmente há uma grande dificuldade de repasse de gerações nos comandos dos bares tradicionais. Donos de bares como Bracarense e Bar Urca estiveram presente neste debate.
Na mesa seguinte, chamada “Histórias e espaço”, estudiosos em arquitetura e história palestraram sobre a linha do tempo dos bares com citações de nomes da boemia, como João do Rio e outros. Em análises arquitetônicas, destacaram-se bares como 28, Bar do Peixe e Galeto Sacks. Outra conversa foi sobre a essência do espaço do botequim: um lugar para começar amizades. Discutiu-se a contradição de o ponto ser público e privado ao mesmo tempo. E nessa mesa não faltaram dicas como o Cabrito do bar 28, empada do Caranguejo, e o Bar Crispin. O Rumos perguntou sobre a questão do atendimento e o ponto de vista abordado é de que o carioca tem uma forma diferente de atender, parecendo que os garçons estão de mau humor, mas não é isso: o costume é simplesmente não haver muitas formalidades.
Conclusão
O interessante desse evento foi mostrar que, finalmente, o governo, clientes e empresários estão dando uma importância para a conservação dos elementos tradicionais da boemia carioca. Nós sabemos que é impossível não se industrializar, mas temos que manter o que é tradição, pois isso é o que faz o charme da vida carioca.
No evento foi distribuído um jornal só de bares, chamado Biricotico, explanando muito humor.
No final os participantes ganharam um diploma e participaram do coquetel de lançamento do livro Rio Botequim 2012 - 50 novíssimos - com direito a uma roda de samba e muita comida de boteco. Dessa vez comi bastante sanduíche de calabresa. Haja colesterol! (risos) . Vida longa ao Rio Botequim.
Até a próxima, pessoal.
Colaboração: Lydianna Lima
O costume, quando há um seminário assim, é ter um coffee break; nesse caso, foi um ‘chopp break’. Mas a galera não se conteve e começou a pedir a cerva antes mesmo de terminar uma determinada mesa: Clima / bares e donos. Nesta, falou-se de como é esse “tombamento especial”. Esteve presente também na mesa a dona do bar Luiz, explicando casos de mudança da marca de chope e o porquê. Dentre os mestres especializados, como Paulo Thiago de Mello e Alexei Bueno, foram contadas diversas histórias. Destaque também para o ator Antônio Pedro com as críticas sobre o politicamente correto, como a restrição ao fumo e palitinho embrulhado no papelzinho, o que proporcionou risadas para todos os lados. Outros assuntos foram abordados, como a presença da mulher no boteco nos últimos tempos e a questão do aumento de preço, devido ao crescimento do turismo.


Rodada do dia 6 de dezembro
Nesse dia, devido ao trabalho, já cheguei no final da mesa de Caso e Sucessões. O que pode-se dizer é que realmente há uma grande dificuldade de repasse de gerações nos comandos dos bares tradicionais. Donos de bares como Bracarense e Bar Urca estiveram presente neste debate.
Na mesa seguinte, chamada “Histórias e espaço”, estudiosos em arquitetura e história palestraram sobre a linha do tempo dos bares com citações de nomes da boemia, como João do Rio e outros. Em análises arquitetônicas, destacaram-se bares como 28, Bar do Peixe e Galeto Sacks. Outra conversa foi sobre a essência do espaço do botequim: um lugar para começar amizades. Discutiu-se a contradição de o ponto ser público e privado ao mesmo tempo. E nessa mesa não faltaram dicas como o Cabrito do bar 28, empada do Caranguejo, e o Bar Crispin. O Rumos perguntou sobre a questão do atendimento e o ponto de vista abordado é de que o carioca tem uma forma diferente de atender, parecendo que os garçons estão de mau humor, mas não é isso: o costume é simplesmente não haver muitas formalidades.
Conclusão
O interessante desse evento foi mostrar que, finalmente, o governo, clientes e empresários estão dando uma importância para a conservação dos elementos tradicionais da boemia carioca. Nós sabemos que é impossível não se industrializar, mas temos que manter o que é tradição, pois isso é o que faz o charme da vida carioca.
No evento foi distribuído um jornal só de bares, chamado Biricotico, explanando muito humor.
No final os participantes ganharam um diploma e participaram do coquetel de lançamento do livro Rio Botequim 2012 - 50 novíssimos - com direito a uma roda de samba e muita comida de boteco. Dessa vez comi bastante sanduíche de calabresa. Haja colesterol! (risos) . Vida longa ao Rio Botequim.
Até a próxima, pessoal.
Colaboração: Lydianna Lima
quinta-feira, 1 de março de 2012
1º Seminário de Bares Tradicionais
O Rio, apesar da sua importância cultural, sempre sofre diversas dificuldades em preservar seu patrimônio histórico, tanto material quanto imaterial; e na boemia não é diferente. Por causa disso frequentadores de bares, donos, imprensa especializada, governo e sindicatos tentam se unir para preservar essa tradição carioca. Com uma iniciativa da Editora da Casa da Palavra - curadoria de Guilherme Sturdart (autor do Rio Botequim), Leo Feijó e o arquiteto Washington Fajardo juntos, com o apoio da Prefeitura do Rio, através da Subsecretaria de Patrimônio Cultural, intervenção urbana, Arquitetura e 4e Designer e em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo e o SindRio - o Rumos participou do I Seminário de Bares Tradicionais. O evento aconteceu nos dias 5 e 6 de dezembro de 2011. O local escolhido não poderia ser mais boêmio: Estudantina Musical, na praça Tiradentes. Foram duas tardes maravilhosas, onde aprendemos não só da cultura de bares do Rio, mas também como a tradição de botecos se comportam em alguns lugares do mundo, como Alemanha , Inglaterra e Argentina. E sobre os projetos para preservar e não deixar mais bares tradicionais fecharem, o que, infelizmente, vem ocorrendo nos últimos tempos.
A partir de agora você vai saber um pouco o que aconteceu neste enorme papo de botequim.

Dia 5 dezembro.
O interessante começa com a decoração do local: ao invés de poltronas, você assiste as palestras numa mesa de bar, literalmente.
A mesa de abertura começou com as presenças do prefeito Eduardo Paes, o secretario de turismo, o presidente do SindRio, entre outros. Nessa mesa, Pedro de Lamare, em seu discurso, destacou a exploração imobiliária que está ameaçando os bares tradicionais. E o nosso prefeito Eduardo Paes falou das lembranças de passagens no restaurante Nova Capela. No final foi assinado um ato, o Decreto de Cadastro dos Bares Tradicionais como Patrimônio Cultural da Cidade. O documento tem em sua lista 12 bares. São eles: Bar Lagoa, Nova Capela, Café Lamas, Bar Luiz, Armazém do Senado, Bar do Jóia, Bar do Gomes, Adega Flor de Coimbra, Restaurante 28, Casa Paladino, Bar Brasil e Cosmopolita.

Em seguida se iniciou a Mesa Mundo. A intenção desse debate era mostrar como os botecos estão se comportando pelo mundo. Começou com a palestra do especialista da Argentina Pietro Sorda falando dos bodegones de Buenos Aires. Ponto interessante da exposição, e que o Rumos descobriu, é que há muitos botecos portenhos de origem Italiana, além dos de origem espanhola; aqui no Brasil são, geralmente, de origem portuguesa. Nas biroscas dos hermanos, pratos típicos italianos são encontrados em abundância. Alguns destaques culinários são: chorisso, salada provençal, milanesa à napolitana, entre outros. A origem histórica dos bodegones é quase a mesma daqui; vem da época da colonização e a maioria era armazém que acabou se transformando em botecos. Na cultura do país peronista, los bodegones e os cafés são um dos maiores tipos de lazer (em breve, matérias de Cafeterias no Rumos. Aguardem!).

Em seguida veio a especialista inglesa Ros Shiel falar sobre os pubs. Ela afirmou que os pubs, infelizmente, estão em decadência por causa da legislação rigorosa que tem horário rígido de funcionamento e restrição ao fumo. Na história do surgimento dos estabelecimentos falou-se que foi na época romana e que geralmente eram lugares para os viajantes passarem a noite. Até o século XVIII a cerveja era a principal bebida nesses pubs. Em sua palestra, destacou também que esses estabelecimentos são muito importantes para o turismo e que existem três tipos de pubs lá: o normal, comerciante; o que o comerciante aluga da cervejaria e aquele em que a cervejaria é a própria dona e contrata um administrador. Para tentar minimizar a decadência, uma das soluções foi os pubs, principalmente os rurais, fazerem junção com outros estabelecimentos, como lojas de conveniência.


E por último, nessa mesa, o especialista alemão Michael Zepf afirmou que os pubs de lá – chamados de Bierhaus – não têm decoração rústica e que em algumas cidades, como Munique e arredores, há Bierhaus de 3000 mil lugares sentados. Os pubs alemães são como os da Inglaterra, onde geralmente as cervejarias são donas do lugar. A lei tabagista atacou por lá em 2008. Michel disse que uma das grandes características é de a maioria dos pubs ser mais para beber do que para comer. Os frequentadores são majoritariamente homens. Em Colone, no séc. XIX, tinham mais de 100 cervejarias; hoje, apenas 27. Em Duseldorf, os bares são mais compridos e tem uma rua de 500 metros quadrados que chega a ter mais 300 pubs. Outra cidade pequena, chamada Bamberg, possui 200 cervejarias. E a grande Munique, no início do séc. XX, tinha 26 cervejarias; agora, apenas 6. Um ponto interessante: eles têm uma cervejaria do Estado. Já pensou se essa moda pega aqui? Piadinha básica: essa empresa pública seria o concurso público mais disputado no Brasil (risos).
Aguardem o próximo post com a continuação.
Colaboração: Lydianna Lima
A partir de agora você vai saber um pouco o que aconteceu neste enorme papo de botequim.

Dia 5 dezembro.
O interessante começa com a decoração do local: ao invés de poltronas, você assiste as palestras numa mesa de bar, literalmente.
A mesa de abertura começou com as presenças do prefeito Eduardo Paes, o secretario de turismo, o presidente do SindRio, entre outros. Nessa mesa, Pedro de Lamare, em seu discurso, destacou a exploração imobiliária que está ameaçando os bares tradicionais. E o nosso prefeito Eduardo Paes falou das lembranças de passagens no restaurante Nova Capela. No final foi assinado um ato, o Decreto de Cadastro dos Bares Tradicionais como Patrimônio Cultural da Cidade. O documento tem em sua lista 12 bares. São eles: Bar Lagoa, Nova Capela, Café Lamas, Bar Luiz, Armazém do Senado, Bar do Jóia, Bar do Gomes, Adega Flor de Coimbra, Restaurante 28, Casa Paladino, Bar Brasil e Cosmopolita.

Em seguida se iniciou a Mesa Mundo. A intenção desse debate era mostrar como os botecos estão se comportando pelo mundo. Começou com a palestra do especialista da Argentina Pietro Sorda falando dos bodegones de Buenos Aires. Ponto interessante da exposição, e que o Rumos descobriu, é que há muitos botecos portenhos de origem Italiana, além dos de origem espanhola; aqui no Brasil são, geralmente, de origem portuguesa. Nas biroscas dos hermanos, pratos típicos italianos são encontrados em abundância. Alguns destaques culinários são: chorisso, salada provençal, milanesa à napolitana, entre outros. A origem histórica dos bodegones é quase a mesma daqui; vem da época da colonização e a maioria era armazém que acabou se transformando em botecos. Na cultura do país peronista, los bodegones e os cafés são um dos maiores tipos de lazer (em breve, matérias de Cafeterias no Rumos. Aguardem!).

Em seguida veio a especialista inglesa Ros Shiel falar sobre os pubs. Ela afirmou que os pubs, infelizmente, estão em decadência por causa da legislação rigorosa que tem horário rígido de funcionamento e restrição ao fumo. Na história do surgimento dos estabelecimentos falou-se que foi na época romana e que geralmente eram lugares para os viajantes passarem a noite. Até o século XVIII a cerveja era a principal bebida nesses pubs. Em sua palestra, destacou também que esses estabelecimentos são muito importantes para o turismo e que existem três tipos de pubs lá: o normal, comerciante; o que o comerciante aluga da cervejaria e aquele em que a cervejaria é a própria dona e contrata um administrador. Para tentar minimizar a decadência, uma das soluções foi os pubs, principalmente os rurais, fazerem junção com outros estabelecimentos, como lojas de conveniência.


E por último, nessa mesa, o especialista alemão Michael Zepf afirmou que os pubs de lá – chamados de Bierhaus – não têm decoração rústica e que em algumas cidades, como Munique e arredores, há Bierhaus de 3000 mil lugares sentados. Os pubs alemães são como os da Inglaterra, onde geralmente as cervejarias são donas do lugar. A lei tabagista atacou por lá em 2008. Michel disse que uma das grandes características é de a maioria dos pubs ser mais para beber do que para comer. Os frequentadores são majoritariamente homens. Em Colone, no séc. XIX, tinham mais de 100 cervejarias; hoje, apenas 27. Em Duseldorf, os bares são mais compridos e tem uma rua de 500 metros quadrados que chega a ter mais 300 pubs. Outra cidade pequena, chamada Bamberg, possui 200 cervejarias. E a grande Munique, no início do séc. XX, tinha 26 cervejarias; agora, apenas 6. Um ponto interessante: eles têm uma cervejaria do Estado. Já pensou se essa moda pega aqui? Piadinha básica: essa empresa pública seria o concurso público mais disputado no Brasil (risos).
Aguardem o próximo post com a continuação.
Colaboração: Lydianna Lima
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Adelos Bar e Restaurante: mais um que foge um pouco do burburinho.
O Rio está passando por um boom de entretenimento com sua singularidade indiscutível. Aproveitando-se do estilo de vida carioca, que inclui um bom bate-papo em bares depois do trabalho, novos estabelecimentos do ramo vêm surgindo. Nos arredores do Arco do Teles, perto do Centro Cultural dos Correios e do CCBB, o Adega do Timão ganhou um irmão maior. Um bar que foi inaugurado em fevereiro de 2011 e já faz parte do novo Rio Botequim 2012, de Guilherme Studart, que enfatizou 50 novíssimos bares este ano.

O Adelos Bar e Restaurante tem suas vantagens. Além de ficar num lugar fora do grande burburinho, diferente da Rua do Ouvidor, o seu espaço é privilegiado, com um amplo salão e marquise, proporcionando conforto para quem quer fazer comemorações, pois há a disponibilidade de mesas grandes. E por isso também se torna uma segunda opção, caso o pequeno e intimista Adega esteja cheio.


Mas o restaurante não deixa de ter sua personalidade. Na comida, o destaque é para o “Chapa Quente”: um três em um, com filezinho mignon, peito de frango e calabresa. As cervejas você encontra mais em conta do que alguns bares perto, em média 5 pratas. E as cachaças ficam por volta de 6 a 8 pilas - marcas básicas e tradicionais, como as de Minas.

Bom, fica mais uma dica. E Rumos sempre descobrindo coisas sem querer. Para variar, fui parar num aniversario com aquele “mesão”. Forte abraço a todos.
Colaboração: Lydianna Lima
Adelos Bar e Restaurante
Rua do Mercado, 51
Centro – Rio de Janeiro

O Adelos Bar e Restaurante tem suas vantagens. Além de ficar num lugar fora do grande burburinho, diferente da Rua do Ouvidor, o seu espaço é privilegiado, com um amplo salão e marquise, proporcionando conforto para quem quer fazer comemorações, pois há a disponibilidade de mesas grandes. E por isso também se torna uma segunda opção, caso o pequeno e intimista Adega esteja cheio.


Mas o restaurante não deixa de ter sua personalidade. Na comida, o destaque é para o “Chapa Quente”: um três em um, com filezinho mignon, peito de frango e calabresa. As cervejas você encontra mais em conta do que alguns bares perto, em média 5 pratas. E as cachaças ficam por volta de 6 a 8 pilas - marcas básicas e tradicionais, como as de Minas.

Bom, fica mais uma dica. E Rumos sempre descobrindo coisas sem querer. Para variar, fui parar num aniversario com aquele “mesão”. Forte abraço a todos.
Colaboração: Lydianna Lima
Adelos Bar e Restaurante
Rua do Mercado, 51
Centro – Rio de Janeiro
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Marina Flor um lugar com um diferente à Parmegiana.

O Rumos nunca escondeu a admiração pelos PFs de bares e lanchonetes simples. Ainda mais em Sampa, onde há muita concorrência, motivo pelo qual você tem a probabilidade de encontrar uma refeição melhor do que a outra. Por uma questão de praticidade, paramos, um amigo e eu, no Bar Lanches Marina Flor - pois ficava do lado do hotel onde costumamos nos hospedar. Um lugar singelo com salgados de tamanho generoso, café excelente e barato e sanduíches básicos saborosos.

Mas o bom mesmo foi almoçar lá. Pratos fartos que não passam de 25 reais. Fiquei admirado! Como não resisto, fui logo num 'à Parmegiana' do local. Aliás, isso é um vício meu: ou peço milanesa de carne ou o prato citado anteriormente. E foi uma surpresa! O molho de tomate da refeição era à bolonhesa e tão bem servido que eu poderia dividir tranquilamente. Foi o que vi muitos estudantes de uma faculdade próxima fazerem. Meu amigo apostou no bife à cavalo. E não aguentou comer tudo! (risos).


Outra gentileza paulistana foi cafezinho grátis depois da refeição.


Então fica a dica: comida boa e barata no Paraíso é na Marina Flor.
Até a próxima!
Colaboração: Lydianna Lima
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